Gestão da Inovação e Empreendedorismo no Brasil

Nicholas Merlone
Nicholas Merlone

09 de Mar de 2018

Gestão da Inovação e Empreendedorismo no Brasil

Cara(o) leitora(o),

Como prometido, vamos tratar, nesta oportunidade, sobre Gestão da Inovação e Empreendedorismo. Para tanto, recorro à obra de mesmo nome, organizada por Geciane Silveira Porto. Para delimitar melhor o assunto, vamos abordar o Empreendedorismo no Brasil.

Vamos lá? Juntos?

Então, vamos...

Empreendedorismo no Brasil

A constatação da relevância do empreendedorismo ocorre também nas searas públicas. Ultimamente, notam-se medidas na direção de possibilitar aos empresários brasileiros um cenário favorável para empreender.

Tais como:  1)  programas de incubação de empresas e parques tecnológicos; 2) inserção de disciplinas de empreendedorismo na grade curricular de colégios de ensino fundamental e de universidades; 3) programas de incentivo à inovação e transferência de tecnologia; e 4) criação de agências de suporte ao empreendedorismo e à criação de negócios, como o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), cuja meta é promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos micro e pequenos empreendimentos, através de consultorias, cursos treinamentos, publicações, palestras, seminários, entre outros.

A FINEP, por sua vez, busca alternativas de financiar as atividades empreendedoras e auxiliar os pequenos e médios empresários. Enquanto isso, o CNPq também contribui para o fomento do desenvolvimento tecnológico.

Para ilustrar: “Em 2011 havia 384 incubadoras de empresas em operação, que abrigavam 2.640 empresas, gerando 16.394 postos de trabalhos. Do total das empresas instaladas em incubadoras de empresas no Brasil, 98% inovam, sendo que 28% com foco no âmbito local, 55% no âmbito nacional e 15% no âmbito mundial.”

Além disso, aproximadamente 27 milhões de brasileiros (um quarto da população brasileira, entre 18 e 64 anos) se envolvem de alguma forma com o empreendedorismo, através de proprietários ou administradores.

Em que pese a evolução e melhoria de dados acerca do empreendedorismo no Brasil, ainda há obstáculos ao desenvolvimento da atividade empreendedora. As políticas públicas e o fomento à inovação, entre outros, são medidas positivas. Porém, encontram restrições, já que dependem de recursos para financiamento de negócios.

Na verdade, os empreendedores não são valorizados como deveria, no Brasil. Deveriam, sim, receber maior atenção por parte do Estado, para desenvolverem melhor suas atividades profissionais.

Portanto...

“Alguns entraves ainda persistem e atrapalham o crescimento da atividade empreendedora, como a falta de coordenação da política de incentivo ao empreendedorismo e inovação, fatores primordiais para o atraso no desenvolvimento. Aliado a isso, as altas taxas de juros e a insegurança jurídica da relação entre o Estado e a iniciativa privada, aumentando a interferência do Estado na economia, inibem o crescimento do investimento e como consequência afetam a produtividade das empresas nacionais.”

Apesar disso...

Nos dias de hoje, as taxas de juros estão baixas. De tal modo, isso possibilita maiores investimentos na produção nacional. E, isso, assim contribui para o desenvolvimento econômico e tecnológico da indústria, do agronegócio e também do setor de serviços. Quanto à intervenção do Estado na economia, em certa medida, isso pode ser positivo para o próprio mercado e para o bem-estar social. Lembre que o desenvolvimento econômico de um País depende da equação bem definida entre a valorização da livre iniciativa e do aspecto social do trabalho. Finalmente, a regulação do mercado pelo Estado evita abusos econômicos e permite a livre concorrência. Assim, nesse quadro, a gestão da inovação e o empreendedorismo, juntos, são fatores essenciais que contribuem para o efetivo desenvolvimento econômico de um País.

Nicholas Merlone

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Editor-redator: Nicholas Merlone
Empreendedor & Advogado
Mestre em Direito pelo Mackenzie |
Bacharel em Direito pela PUC/SP.
Membro do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e da AASP (Associação dos Advogados de São Paulo).
Professor | Pesquisador (vinculado ao CNPq). Advogado (OAB/SP n. 303636).

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