ELEIÇÕES 2018: AUTORITARISMO X LIBERDADE

16 de Abr de 2018

ELEIÇÕES 2018: AUTORITARISMO X LIBERDADE

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A disputa eleitoral deste ano (2018) será marcada pelos defensores do autoritarismo estatal (esquerdismo, comunismo ou socialismo) e os abnegados da liberdade que acastelam o sonho da redução do Estado, limitando-o ao cumprimento das principais cláusulas pétreas da Constituição, que garantem segurança, educação e saúde a população. 

O Brasil - desde a Era Vargas – serviu de experimento para as mais diversas ideologias conceituais, concebidas por filósofos e sociólogos contemporâneos. Infelizmente, prevaleceu sempre uma dicotomia anacrônica, doutrinadora de um povo sem formação política, inconsciente e construtor de seu próprio atraso: “Direita” x “Esquerda”. Evento da Revolução Francesa, sucumbido há séculos pelos países desenvolvidos, ironicamente ainda sobreviventes no Brasil, onde se constata que 72% de sua população são de analfabetos funcionais (leem, escrevem, mas, não interpretam); 21% são de analfabetos total (apenas assinam o nome e soletram poucas palavras); apenas 7% são alfabetizadas por saber ler, escrever e interpretar.

A aberração da obrigatoriedade do voto se constituiu num câncer, cuja metástase atingiu o “cérebro” da razão, destruindo todas as células que envolvem a “sensatez” das instituições, quando permitiram o voto do analfabeto e do menor aos dezesseis anos. Alguém que é irresponsável perante a lei - protegido por um estatuto – o da juventude, não tem idade para ser eleito, como pode ter maturidade para eleger alguém? Na democracia só tem o direito ao voto, quem esteja habilitado a ser votado. O analfabeto – antes do direito ao voto – tinha um forte motivo para aprender a ler e escrever: ter um título eleitoral, que lhes garantia a cidadania. Permitir um analfabeto votar? Este vergonhoso tipo de “clientelismo”, exceção esdrúxula em todo o planeta - pelo menos onde existem eleições - já foi combatido pelas nossas “direitas” e “esquerdas”, apenas quando estão fora do poder. Paradoxalmente, o guardião de nossa Constituição, STF, que tanto “judicializa” de forma “interpretativa” o Legislativo, por que ainda não acabou com esta anomalia? Se só tem direito de votar, quem puder ser votado, e não é permitido candidaturas de analfabetos, por que não proibir seu voto? Do mesmo modo o menor de 16 anos, que é resguardado por um “Estatuto”, não pode ser condenado criminalmente por um júri popular, não tem presídio para ré-socializá-los pela prática de delitos criminosos; não pode trabalhar; não pode ser candidato a nenhum cargo político, no entanto pode votar?

O PT já acusou os Militares de ser “direita”. Todas as ações de distribuição de rendas e políticas sociais foram criadas no período que batizaram como “ditadura”. Funrual, Universidade gratuita; Escolas Técnicas Profissionalizantes; MOBRAL; Reforma Agrária; INPS; Ensino Médio gratuito; Crédito Educativo... Veio a “redemocratização” e os governos da “Direita” FHC – antes comunista exilado no Chile durante o período dos Militares - apenas rebatizaram os nomes dos programas sociais da “ditadura (?): EJA, “Assentamentos” para sem terras; SUS; CEFETES... O PT, que era a “Esquerda”, nada criou, e apenas trocou de nomes como FHC: Ao invés de Crédito Educativo, FIES. Escolas Técnicas ou CEFETES são IF; PROUNI (substituiu as Bolsas de Estudos); A expansão Universitária dos Militares teve sequência na era petista. Hoje o PT é conhecido como Fascista e Nazista; que por sua vez, atribuem esta doutrina ao PSDB e o período dos Militares, usando a Direita e Esquerda nominando dois movimentos (Nazismo e Fascismo) historicamente reconhecidos como “esquerda” – onde foram criados – na Europa, que não aceitava o comunismo totalitário de Stalin (URSS).

A verdade é que o Brasil desde 1930, só teve um Presidente de “centro direita”: Juscelino Kubitschek de Oliveira. Incentivador da livre iniciativa, de um Estado mínimo; apoiador da prosperidade empreendedora; do trabalho profissional cidadão; contra programas sociais populistas e escravocratas (Bolsa Renda) que eterniza a pobreza, atrofia a criatividade e aprofunda a miséria num futuro próximo, quando o Estado por falta de recursos, o extinguirá. Que sejamos mais claros, e para nos comunicarmos com os analfabetos políticos usemos uma linguagem compreensiva. As eleições de outubro próximo serão uma escolha entre dois modelos: o autoritarismo estatal (continuísmo) dos que defendem através de seus partidos, programas populistas, e a liberdade democrática, que luta por um Estado mínimo, apoia modelos desenvolvimentistas de países do primeiro mundo (capitalistas), onde o trabalho e o empreendedorismo geram riquezas para sua população e gordos impostos para um Estado pequeno, porém forte.    

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