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Brasília em 58 anos

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27 de Abr de 2018

Brasília em 58 anos

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Brasília, tombada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, completa 58 anos. Lugar que se destaca pelos traços de Oscar Niemeyer e os azulejos de Athos Bulcão possui mais de 03 milhões de habitantes, juntando a Zona Central e cidades satélites que agregam o chamado Distrito Federal.

O Distrito Federal é a capital do país, local onde decide todas as coisas que norteiam a sociedade brasileira. Em ano de eleição, se depender da motivação de toda a população, principalmente os brasilienses, falta uma liderança que chega aos pés ou se assemelha ao governo Juscelino Kubitschek (1956 a 1961). 

Kubitschek ficou conhecido por trazer a capital brasileira para a região Centro-Oeste. Antes, o Rio de Janeiro era o “centro” do Brasil. Para maior segurança nacional e outras questões político-administrativas, Kubitschek e sua equipe desenvolveu o projeto denominado “50 anos em 05”, que consistia em construir a Nova Capital em apenas cinco anos, sendo que as projeções para toda a obra eram em torno 50 primaveras para ser concretizada. Rodeado de uma equipe extremamente qualificada, o então Presidente da República conseguiu concluir o projeto no tempo estipulado. 

Na década de 60, do século passado, as tecnologias voltadas para as construções eram mais limitadas, diferente de hoje em dia.
Hoje, a realidade da capital é totalmente diferente. O atual governador Rodrigo Rollemberg detém total ineficiência na administração do DF. Um dos exemplos de descaso é facilmente percebido no Eixão. A obra, feita no período de JK e desgastada com o passar do tempo, não recebeu manutenção da atual administração do GDF e um pedaço do viaduto desabou em fevereiro desse ano. A queda do viaduto é um dos exemplos mais explícitos do abandono das benfeitorias que contam a história de Brasília. 

Enquanto JK colocou Brasília de “pé” em apenas cinco anos, o atual governo demora seis meses para fazer reparos em um único viaduto. 

Outras políticas públicas, também foram deixadas de lado pelo atual governo. Um dos exemplos é o descaso com o Hospital de Base (HBDF), criado também na Era JK e um dos maiores de toda a América Latina. A unidade hospitalar está em total decadência estrutural.   

Ao lembrar de Educação, crianças desmaiam de fome nas escolas, e a notícia se espalha pelo mundo. O Lago Paranoá, projetado artificialmente para deixar a cidade um pouco mais úmida, está com os dias praticamente contados devido a uma crise hídrica “repentina”.  

Já a população do DF por sua vez, se destaca pela crítica embasada aos gestores da capital. O ex-governador da capital, Agnelo Queiroz, foi demitido pelo “voto” logo no 1º turno das eleições e 2014, por não ter mostrado trabalho. Para os brasilienses de modo geral, Rollemberg conseguiu um feito maior: ser o pior gestor do Distrito Federal. Enquanto JK estava rodeado de gente comprometida com o trabalho, Rollemberg surfa na mais baixa popularidade a frente do GDF. 

Ano de 2018 será marcado não apenas pela Copa do Mundo na Rússia. Aqui no Brasil serão realizadas as eleições gerais, após um impeachment e descobertas de diversos escândalos de corrupção. O eleitor terá todas as ferramentas em mãos para escolher os “melhores” representantes para governar o país e o DF.
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