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PEC 241: BOA, SE AVALIADA DE FORMA MEDÍOCRE: já conferiu como seu deputado votou? - por Rubens Teixeira

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Quarta-Feira, Dia 26 de Outubro de 2016

Por Rubens Teixeira*
 
Os economistas que têm mais voz nas mídias são os que trabalham no sistema financeiro patrocinador delas, ou referendados por ele. Outros têm o desejo de ser contratados pelos banqueiros ou pelas mídias, vozes deles. Dos que restam, poucos têm ânimo e disposição de se posicionar, porque acham que não vale à pena o esforço.
 
Por isso, os “consensos” se fazem com muita mastigação de mingau e meias verdades ditas na mídia patrocinada. Jornalistas e economistas criam verdadeiras cláusulas pétreas. Algumas soluções são únicas e não admitem mudanças.
 
Será que existe algum economista que é a favor do descontrole das contas públicas? Seria o mesmo que um operador do direito defender o descontrole do crime ou um médico defender o descontrole da bioquímica do organismo ou de alguma doença.
 
Mas não querer este descontrole não quer dizer que todos defenderão a mesma solução. Por exemplo: cortar todos os gastos de uma família equilibra as contas e a mata de fome. Matar os delinquentes pode reduzir o crime. Matar o doente elimina as doenças. Mas nada disso é razoável.
 
Tomar a decisão mais fácil, em especial por um Congresso fragilizado e com muita gente delatada ou com medo de ser (e olha que o medo aumentou recentemente…), não me obriga a me fazer de idiota e ficar em silêncio. Mas lembremo-nos de que aqueles que estão lá no Congresso Nacional foram eleitos: escolhidos pelo voto, sejam quais tenham sido os critérios utilizados pelos diversos grupos sociais. São mesmo “a cara” do povo que os elegeu.
 
Eles estão aprovando esta solução “única” da PEC 241 para evitar outras reflexões. Contam uma parte da história e dão voz a quem eles querem. Entretanto, os fins não justificam os meios e abafar a realidade não faz a “verdade exposta” tornar-se verdade absoluta.
 
O déficit no orçamento do Brasil, estimado para este ano, é altíssimo: R$ 170 bi. A corrupção é maior ainda: R$ 200 bi. O que fazem para melhorar isso? E o desperdício? Mais outros bilhões de reais que escoam pelos ralos da incompetência na gestão pública.
 
Conter gastos, deixando o desperdício e a corrupção soltos é demais para eu me silenciar. Fora questões tributárias, juros altos ao consumidor, além da SELIC, e outros assuntos que falamos no texto “PEC 241: AS 7 RESPOSTAS QUE OS BRASILEIROS PRECISAM CONHECER SOBRE O “TETO DE GASTOS” que está no meu blog. Essa PEC 241 pode ser considerada boa, desde que possamos assumir que estamos fazendo uma avaliação medíocre.
 
Se você concorda comigo, compartilhe e divulgue este texto com outras pessoas. Se está na dúvida, mande este texto para os políticos e partidos que você conhece, ou votou, e peça que se expliquem. Se a parcela do povo enganada ou corrupta elegeu quem não representa a parcela consciente da sociedade, vamos reagir e nos defender. Se você foi enganado, está na hora de cobrar quem o enganou. Ou nós nos defendemos, ou passarão as suas máquinas corruptas sobre nós.
 
 
*Rubens Teixeira é analista do Banco Central do Brasil, ex-diretor financeiro e administrativo da Transpetro, professor, escritor e palestrante. Doutor em Economiaimage (UFF), mestre em Engenharia Nuclear (IME), pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil (UNESA), engenheiro de fortificação e construção (IME), formado em Direito (UFRJ, aprovado na OAB-RJ), bacharel em Ciências Militares (AMAN). Foi um dos ganhadores do Prêmio Tesouro Nacional com trabalho baseado em sua tese de doutorado intitulado: “A Importância da Credibilidade para o Equilíbrio Fiscal: uma avaliação para o caso brasileiro”. É coautor do best seller “As 25 Leis Bíblicas do Sucesso” e do “DESATANDO O NÓ DO BRASIL: propostas para destravar a economia e travar a corrupção.”
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Dr. Rubens Teixeira.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), 26/10/2016.
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