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A lista de "Fachin": OPINIÃO PÚBLICA - por Júnior Gurgel

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Domingo, Dia 16 de Abril de 2017

por Júnior Gurgel  
 
A lista de “Fachin” paralisou o Congresso Nacional e o mundo político – planeta distante do povo anos luz – fato que vem ocupando todos os espaços da mídia televisiva, numa sistemática campanha jamais vista pelo telespectador brasileiro. Nem em Copa do Mundo, evento mais divulgado a cada quatro anos, ganhou tamanho destaque. Porém, nada alterou o quotidiano do cidadão comum – opinião pública - que já tinha se programado para curtir o longo feriadão da Semana Santa.
 
Infelizmente restam-nos entender em definitivo, que o Congresso Nacional dos dias de hoje é o espelho de nossa sociedade, refletindo um vício customizado nos últimos trinta anos, caracterizando eleições, como uma “distribuição de rendas” estilo Robin Wood promovida a cada dois anos. Compram votos, apoios de partidos com vistas à ampliação de espaço nos horários da propaganda gratuita; lideranças populares... Tudo isto percebido pela mídia, Ministério Público; Juízes; Desembargadores e Ministros das Cortes de Justiça. Já não é mais surpresa nem para as nossas crianças, que o sufrágio secreto e universal no Brasil é comprado, permutado ou cooptado de forma ilícita, despidos de ideologias ou causa.
 
Um episódio semelhante à “lista Fachin”, se porventura ocorresse em qualquer país onde existe democracia - exceto na América do Sul “bolivariana” – haveria uma convulsão social de dimensões inimagináveis. Mas, abaixo da linha do equador - no “gigante adormecido” - a dor de cabeça é só para os que dependem do resultado das urnas do próximo ano (2018), e que não podem ficar sem mandato (Foro Privilegiado).
 
O preço do voto, sem dúvidas, será majorado em função dos números “bilionários” expostos pelos desvios apenas da Odebrecht e na Petrobras. Não esqueçamos que a máquina – turbinada há doze anos pelo PT – têm muitas engrenagens ainda sob seu comando. É composta por mais de trinta Ministérios, Bancos de fomentos como BNB; BASA; BNDES (o maior das Américas); Caixa Econômica Federal; 16.293 Sindicatos; 290.700 - ONG (Organização não governamental) números de 2012 segundo a ABONG e IBGE; 112 Universidades Públicas controladas pelos partidos de esquerda com destaque para o PT e PCdoB; 644 Escolas Públicas, antes CEFET hoje IF; gigantes como a CUT e mais 11 Centrais Sindicais; MST e Movimento dos Sem Tetos. Para que se tenha noção do seu tamanho, acrescente-se Bolsa Família, que consumiu de janeiro de 2003 a dezembro de 2014, R$ 186,5 bilhões. Indiscutivelmente é o maior programa de compra de votos antecipado do planeta, nos levando a um quadro de miséria permanentemente, paradoxalmente em constante ascensão.  
  
Depois da queda do muro de Berlim (1989) fim da União Soviética, pereceu a doutrina da “igualdade” pregada criminosamente pelos comunistas ou seus dimanados “esquerdistas”, que repetiram por mais de seis décadas uma mentira colossal, aproveitando-se da ignorância de nossa gente, especialmente das classes sociais menos favorecidas. O mundo todo defenestrou o “comunismo” como forma de governo, quando se revelou que por trás da “cortina de ferro” existia em abundância a fome, miséria; injustiças; proibições e censuras a liberdade de expressão e comunicação; grandes presídios lotados de políticos sem nenhuma acusação de delinquência ou contravenção – por menor que fosse – senão reivindicação do direito de viver uma democracia, sonhada desde 1917 (século XX) quando depuseram o último Czar da Rússia. Todavia, no Brasil os “comunistas” ou “ex” chegaram ao poder se misturando com os “pelegos” sindicalistas, apoiados pela Igreja de D. Paulo Evaristo Arns, grupos de artistas e intelectuais patronos do PT e o PCdoB, que vinham se estruturando ocupando as Universidades; Sindicatos; boicotando o trabalho do INCRA (desapropriar terras improdutivas e colonizá-las com sem terras); infiltrando-se nas Escolas Técnicas (hoje IF) estendendo seus tentáculos em toda a mídia, do Jornalismo ao Entretenimento.
 
O canal fechado da Rede Globo de Televisão (Globo News) tem repetido a cada 10 minutos, os depoimentos de Emílio e Marcelo Odebrecht, revelando que subornaram Lula desde seus primeiros passos, como líder sindicalista. Pagam “pedágio” a CUT e todas as Centrais Sindicais para controlarem as greves. Eita boiada... Para nossa surpresa, os comentaristas políticos da TV Globo News silenciaram completamente quanto a Odebrecht pagava a grande mídia - via anúncio de empresas que compõem o cartel - ou grandes marqueteiros como Duda Mendonça, João Santana; e o zeloso cuidador do PT, Franklin Martins. Aquele que um dia disse: “não precisa criar uma rede de TV (a partir do ABC paulista) se já temos a Globo”.
 
A partir de segunda-feira (17.04.2017) saberemos qual a reação do Congresso Nacional, após a debandada comprometedora de seus membros, na última quarta-feira à tarde (12.04.2017) quando a lista começou a ser divulgada. Espera-se uma “queda de braço” com o Judiciário, votando imediatamente a lei de “Abuso de Autoridade”, paraquedas indispensável para todos que estão no mesmo voo, em “pane”. Evidente que a lava-jato não vai parar, e se espargirá por todos os organismos acima já mencionados, talvez se aprofundando imediatamente no BNDES. De certo não escapará ninguém... Quanto à reação da opinião pública? Será a mesma do placar 7 x 1 da Alemanha. Escândalos no Brasil não sobrevivem mais que 15 dias. Por isto, a Globo está “fatiando” a exibição das delações.
 
Vem aí a do João Pacífico, com destaque especial para o Nordeste de Sarney, Renan; Lobão; Eduardo Campos; Jaques Wagner...  Todavia, se a Justiça não impedir, a maioria esmagadora dos delatados renovarão seus mandatos. O povo é cúmplice da roubalheira, no instante em que vende seu voto.
Júnior Gurgel – É jornalista, radialista e memorialista. Colabora com diversos veículos de imprensa, inclusive com a imprensa alternativa.
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Fonte: Da redação (Justiça em Foco), 16/04/2017.
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