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Reflexões sobre A Arte de Advogar - por Nicholas Merlone

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Quinta-Feira, Dia 27 de Abril de 2017

Olá, minhas amigas, meus amigos. Sejam bem-vindas(os) a mais um post de nossa coluna no prestigioso Justiça em Foco.
 
Pois bem, neste momento, trago as reflexões de Anis Kfouri Jr. sobre a arte de advogar. O advogado e autor, assim, se deu o trabalho de escrever um livro (Sucesso na Arte de Advogar), que, entre outros assuntos de interesse aos advogados, expõe, como dito, reflexões a respeito da arte de advogar. Segue, assim, trecho de referência.
 
“Advogar é uma arte. Por que esse título?”
 
“Provavelmente você já deve ter ouvido essa expressão em algum momento de sua vida. E ela é a mais pura verdade.”
 
“Basta observar que todas as petições, de todos os advogados, começam e terminam exatamente iguais: ‘Exmo. Sr. Dr.” e “Termos em que Pede Deferimento.”
 
“Então, o que diferencia o trabalho de um advogado de outro? Exatamente a arte.”
 
“A arte de conhecer o Direito e saber expressar as razões de seu cliente. A arte de desenvolver uma tese, a contribuir para a  evolução do pensamento jurídico. A arte de entender os anseios das partes e conseguir compor um acordo justo. A arte de conseguir expressar em breves linhas ou em poucos minutos uma situação que perdura há anos. A arte de compreender a necessidade do seu cliente. E assim por diante.”
 
“E, como trabalho de todo artista, existe um misto de técnica e percepção / sensibilidade / emoção. Uma grande pedra no meio de uma sala pode ser apenas um grande pedaço de entulho. Mas se for trabalhada por um grande artista, se tornará a peça mais bela daquele cômodo, em torno da qual girará toda a decoração do ambiente.”
 
“O advogado tem que aprender a ver a obra de arte em cada pedra. Ter a sensibilidade para compreender a causa além daqueles documentos preliminares que recebeu para analisar. Buscar um caminho diferente propondo soluções e análises criativas que possam atender a seu cliente. Mas, para tudo isso, deve valer de sua técnica. E a técnica precisa ser aprendida e exercitada.”
 
“Assim, quanto mais estudar e trabalhar, estará se tornando um artesão ainda melhor. Mas não são apenas a quantidade de trabalho ou anos de formado que o farão  ser um bom profissional, e sim a paixão e o empenho com os quais se dedicar em cada caso bem como o estudo e o aprendizado contínuos ao longo de sua atuação profissional.”
 
“Vejamos o exemplo de um pintor. Não basta que ele possua apenas o talento da pintura para ser um bom artista. Também deverá conhecer bem suas ferramentas de trabalho (quais tipos de tinta utilizar, pincel, tela etc.) e saber definir a estratégia que adotará, analisando por onde irá começar para chegar ao desenho desejado (considerando efeitos de perspectiva, sombra, mistura de cores etc.)”
 
“Da mesma forma o advogado deverá conhecer bem e avaliar as ferramentas de que dispõe (tipos de ações, prazos, foros etc.) bem como a estratégia que adotará, diante do objetivo pretendido e da situação específica apresentada pelo cliente.”
 
“Não bastasse, como em toda arte, sempre será possível criar novas visões, conceitos e padrões, com uma característica única de cada artesão, fruto de sua visão e empenho no desenvolvimento do seu ofício.”
 
Finalmente, gostaria de registrar que conheço o advogado em tela na esfera acadêmica, onde tive a oportunidade de conhecê-lo melhor e, inclusive, notar que se trata de um profissional que atenta para o detalhes e os detalhes são importantes.
 
Digo isso, porque quando precisei de uma caneta para outro autor de um livro autografá-lo em evento acadêmico, Anis, que se encontrava próximo, prontamente ofereceu-nos uma caneta. Trata-se, então, de obra rica, com leitura leve, por um autor atento, que, certamente, atenderá as expectativas profissionais dos advogados.
 
Partimos de um capítulo inicial, para ilustrar um pouco da obra. Porém, com certeza, há outros temas de relevância. Boa leitura!
 
Nicholas Merlone - Mestre em Direito pelo Mackenzie. Bacharel em Direito pela PUC/SP. Membro do OCLA (Observatório Constitucional Latino Americano) e do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Professor Universitário, Pesquisador e Advogado. Responsável pela Coluna Institutos de Direito Público / Privado no Justiça em Foco. Fale comigo: nicholas.merlone@gmail.com
 
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Fonte: Da redação (Justiça em Foco), 27/04/2017.
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