Justiça em Foco

Sucessão de Janot começa esquentar o Ministério Público

Destaque da Redação

Quarta-Feira, Dia 14 de Junho de 2017

Termo do acordo de delação premiada entre o Ministério Público Federal e os irmãos Joesley e Wesley Batista foi alvo de crítica do subprocurador-geral da República, Eitel Santiago, hoje(14), durante entrevista ao programa Sem Censura – em João Pessoa-PB.

Confira abaixo a matéria publicada no site RPN:

“Eitel critica acordo de delação do grupo JBS: “Não merece perdão”

As condições de ‘imunidade total’ no acordo de delação premiada entre o Ministério Público Federal e os irmãos Joesley e Wesley Batista causaram indignação no subprocurador-geral da República, Eitel Santiago, que disputa a sucessão de Rodrigo Janot no cargo de procurador-geral da República.

Em entrevista ao programa Sem Censura desta quarta-feira (14), o jurista paraibano declarou que é inaceitável o perdão judicial concedido aos chefes do grupo JBS.

“Não merece perdão quem, depois de abocanhar, de modo irregular, bilhões de reais no BNDES e nos fundos de pensão dos trabalhadores, aplica o dinheiro ilegalmente obtido para abrir 54 fábricas nos EUA. Se fosse o procurador-geral não teria permitido nenhuma divulgação. Não teria permitido que espertalhões pudessem aplicar crimes no mercado de ações, com base em informações privilegiadas da Operação Lava Jato. Os donos do JBS montaram uma organização criminosa para corromper agentes públicos e não tiveram o mínimo respeito pelos 14 milhões de desempregados do Brasil. Caso chegue a Procuradoria-Geral, irei rever esse acordo e verificar a procedência de todas essas provas”, afirmou.

Eitel Santiago ainda ponderou que as delações da Operação Lava Jato deveriam ter sido tratadas desde o início de maneira mais cautelosa.  

“Esse tema deveria ter sido iniciado de maneira mais cautelosa. Digo isso porque a lei 12.850 que trata da delação premiada estatui que a divulgação de qualquer depoimento só será feita após o encerramento das investigações”, disse.

Eitel também comentou a atuação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na condução das investigações contra políticos na Lava Jato, mas evitou críticas pessoais ao colega.

“O doutor Janot faz um trabalho meritório e tenho plena convicção de que em algum momento ele irá rever a concessão desse acordo. Sua Excelência está sendo acossado pela imprensa, mas em que pese alguma falha eventual, vem abrindo investigações contra políticos de todas as agremiações partidárias, por isso merece o nosso reconhecimento”, finalizou.

Eleição na PGR

Oito subprocuradores se inscreveram para concorrer na eleição interna organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). No fim do mês, uma eleição entre membros do Ministério Público Federal determina a lista tríplice que será entregue ao presidente com os nomes escolhidos pela carreira.

O novo procurador-geral da República, que assumirá em setembro, quando vence o mandato de Janot, será indicado pelo presidente da República.

Fonte: Ytalo Kubitschek | Redação RPN

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Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com RPN.
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