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Sem conteúdo programático Exame da OAB é massacrado no YouTube

Renato Saraiva Renato Saraiva
Da redação (Justiça em Foco) por por Carla Castro. - sexta, 04 de agosto de 2017
 

 
Em vídeo publicado no YouTube, saindo em defesa dos bacharéis em direito, o vice-presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (ANPAC), Renato Saraiva, reclama do conteúdo da prova do XXIII Exame da OAB - Ordem dos Advogados dos Brasil e também da banca que aplicou o exame, a Fundação Getúlio Vargas. Na opinião do vice-presidente da ANPAC, o edital que é usado atualmente precisa ter um conteúdo programático para orientar os estudantes do curso de direito de como a prova será aplicada.
 
Na opinião de Renato Saraiva, sócio fundador CERS Cursos on line, o edital do exame atualmente é semelhante a um cheque em branco, pois não informa o que vai cair na prova. Saraiva ainda explica que hoje existem mais de 180 mil leis em vigor em todo o país, o que pode dificultar a vida do estudante na prova da OAB caso não existir um conteúdo programático.
 
Saraiva ainda avalia que a forma que é o sistema de leis na atualidade é humanamente impossível saber todas as leis. E ainda faz uma avaliação da prova aplicada. "O total de artigos cobrados na prova chega a 2618 sobre direito empresarial. E mais de 1400 artigos sobre direito do trabalho, e muitas outras leis especificas que no total são mais de 7 mil artigos que o estudante de direito tinha que dominar. E além disso, mais 500 laudas da ata do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT)", explica o especialista. 
 
No formato do exame XXIII da OAB, Saraiva avalia que o índice de reprovação é maior do que 70%, ou seja, feito basicamente para reprovar o maior número de estudantes possíveis, segundo o sócio fundador CERS Cursos on line. Ele ainda aponta a culpa para "o sistema que foi criado para a proliferação indiscriminada de faculdades universidades no país do qual os alunos são vítimas de um sistema cruel e lucrativo", afirma.
 
Para a resolução do problema sobre os conteúdos que caem na prova, Saraiva acredita que pode ser feita através de uma maior transparência da banca avaliadora, que no caso é a Fundação Getúlio Vargas, e também da OAB para publicar no edital todas as informações sobre o conteúdo da prova para os estudantes.