Brasil

Temer lamenta morte do jornalista Heitor Cony, o define como um dos mais cultos e preparados pensadores nacionais

Da redação (Justiça em Foco), com EBC. - sábado, 06 de janeiro de 2018
 

O presidente Michel Temer manifestou hoje (6) pesar pela morte do jornalista e escritor Carlos Heitor Cony. “É com tristeza que recebo a notícia da perda de Carlos Heitor Cony, um dos mais cultos e preparados pensadores nacionais”, disse Temer, em seu Twitter.

“O jornalista, membro da @abletras, atuou nos principais jornais e revistas do País. Meus sentimentos à família e aos amigos”, completou o presidente.

Cony era o quinto ocupante da cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL) e, atualmente, era colunista do jornal Folha de São Paulo.

O jornalista morreu na noite de ontem (5) aos 91 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, desde o dia 26 de dezembro por problemas gástricos e morreu por falência múltipla dos órgãos devido a complicações decorrentes de uma cirurgia.

Moreira Franco se manifesta

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, também lamentou a morte de Cony. “O pesar foi grande. Foi-se C.H. Cony, testemunho dos anos duros do regime militar", disse Moreira, também pelo Twitter.

Ele ressaltou a atuação do jornalista durante os anos da ditadura. “Cony esteve do começo - com memorável atuação no Correio da Manhã - ao fim com militância intelectual e política”, disse Moreira. “Ajudou minha geração a amar a democracia, respeitar o contraditório, sonhar com a liberdade”, disse o ministro. 

*Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), foi eleito em 23 de março de 2000 e tomou posse em 31 de maio do mesmo ano.

Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Começou a carreira em 1952 como redator da Rádio Jornal do Brasil. Também passou pelas redações do Correio da Manhã, da Folha de S. Paulo e da rádio CBN.

Como escritor, ganhou três prêmios Jabuti pelos romances Quase Memória, A Casa do Poeta Trágico e Romance sem Palavras.

Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba. Cony deixou esposa e três filhos.

Cony foi internado no dia 26 de dezembro por problemas gástricos. Ele morreu por falência múltipla dos órgãos devido a complicações decorrentes de uma cirurgia a que foi submetido no dia 1º.  Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o enterro do escritor.