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Exposição no Palácio da Justiça marca o 86º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932

Da redação (Justiça em Foco), com TJSP. - terça, 19 de junho de 2018
 

- Mostra “Hoje e Sempre” apresenta dezenas de objetos históricos.-
O Tribunal de Justiça de São Paulo inaugurou ontem (18) a exposição “Hoje e Sempre”, que comemora o 86º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932. A mostra pode ser visitada até o dia 19 de julho, de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 18h30, no Salão dos Passos Perdidos, que fica no 2º andar do Palácio da Justiça (Praça da Sé, s/n).

Com entrada gratuita, a exibição é composta por 70 raros objetos da época, como vestimentas, capacetes e utensílios de combate. Conta também com peças comemorativas confeccionadas para celebrar o movimento constitucionalista, como quadros, souvenirs, brasões e outras peças de colecionadores, bem como um manequim fardado representando a polícia montada. O público que visitar a exposição receberá uma cópia do discurso proferido pelo presidente do TJSP, Manoel da Costa Manso durante a Revolução de 1932.

Na solenidade de abertura da exposição, a Banda do Corpo Musical da Polícia Militar, sob a regência do subtenente PM Eliseu, executou o Hino Nacional Brasileiro. Em seguida, a Escola Superior de Soldados de Pirituba promoveu uma encenação sobre o episódio da morte de Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Américo Camargo de Andrade cujas iniciais – MMDC – formaram a sigla adotada pelo levante paulista que precedeu a Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento, criado para lutar por uma nova Constituição, rebelou-se contra as tropas federais de Getúlio Vargas e, embora derrotado nos combates, fortaleceu o movimento constitucionalista, que culminou na promulgação da Constituição de 1934.

Ao fazer uso da palavra, o coordenador do Museu do TJSP, desembargador Octávio Augusto Machado de Barros Filho, agradeceu a todos que vieram homenagear aquele que foi o maior evento cívico do Estado de São Paulo, que vitimou mais de mil paulistas. “Ser paulista é respeitar o primado da lei e do Estado de Direito, é rezar pelo evangelho de Rui Barbosa. Afinal, somos o próprio passado e, com ele, vivemos os enigmas da corrente da nossa hereditariedade”, declarou. “Salve Miragaia, salve Martins, salve Dráuzio, salve Camargo, que tombaram por nós; salve os combatentes dos batalhões constitucionalistas, cuja bandeira traz no topo vermelho o coração dos paulistas”, conclamou.

O presidente do TJSP, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, saudou “a todos que lutaram nas trincheiras de São Paulo defendendo a bandeira paulista, a constitucionalização do País, a legalidade, jamais tendo qualquer tipo de viés separatista”. O magistrado salientou que o Estado de São Paulo foi protagonista de um momento histórico; protagonismo que continua a desempenhar nos dias de hoje e “continuará a exercer sempre”. “Ser paulista é ser brasileiro em primeiro lugar, é ter a honra e a felicidade de ter nascido nesse solo abençoado”, destacou.

Participaram do evento o vice-presidente, desembargador Artur Marques da Silva Filho; o corregedor-geral da Justiça, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco; o presidente da Seção de Direito Público, desembargador Getúlio Evaristo dos Santos Neto; o presidente da Seção de Direito Criminal, desembargador Fernando Antonio Torres Garcia; o diretor da Escola Paulista da Magistratura, desembargador Francisco Eduardo Loureiro; a secretária administrativa da Procuradoria Geral de Justiça, Aline Jurca Zavaglia Vicente Alves, representando o procurador-geral; o presidente da Fraternidade Judiciária, juiz José Roberto de Vasconcellos; o presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Luiz Périssé Duarte Júnior; o chefe da Assessoria Policial Militar do TJSP, coronel PM Sergio Ricardo Moretti; o presidente da Sociedade Veteranos de 32, coronel PM Mário Fonseca Ventura; o vice-presidente do Centro de Tradições de Santo Amaro, José Carlos Bruno; alunos da Escola Superior de Soldados Militares, civis, militares e servidores da Justiça.

Cederam parte de seus acervos para a mostra os familiares do desembargador Manoel da Costa  Manso; o desembargador Octávio Augusto Machado de Barros Filho; a juíza da 3ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Regional de Santo Amaro, Léa Maria Barreiros Duarte; Cláudio Senise; Alice Mesquita; Camila Giudice; Rodrigo Gutemberg; o poeta Paulo Bomfim e a Casa da Cultura Carlos e Diva Pinho.

Serviço
Exposição “Hoje e Sempre”
Local: Salão dos Passos Perdidos - 2º andar do Palácio da Justiça (Praça da Sé, s/n).
Quando: até 19/7
Visitação: de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 18h30Entrada gratuita