Poder Legislativo

Rodrigo Maia se recusa a aprovar pautas importantes, a desculpa é o Coronavírus

ronaldo.nobrega@justicaemfoco.com.br - terça, 17 de março de 2020
 

Por Ronaldo Nóbrega 

Brasília - Um bate-boca aconteceu hoje (17/03) entre o líder do Governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO) e o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A discussão girou em torno do assunto da privatização da Eletrobras e da aprovação de reformas prioritárias, como a Reforma Administrativa.

Para o deputado Major Vitor Hugo, a privatização da Eletrobras é um assunto urgente, inclusive para mitigar os efeitos econômicos do coronavírus. Para Rodrigo Maia, o Governo está tentando “empurrar a privatização da Eletrobras em um momento conturbado”. De fato, o momento é de muita atenção para tentar frear o alastramento do novo vírus (Covid-19), mas o que Maia e os oposicionistas não entendem é que manter a economia ativa é tão importante como as medidas sanitárias para frear o vírus.

Na parte da saúde, o Ministro Henrique Mandetta, está realizando um excelente trabalho para achatar a curva de disseminação da doença. Esse é o único caminho possível para mitigar os principais efeitos do vírus: a superlotação de hospitais e a recessão econômica.

Enquanto Maia tenta fazer politicagem ignorando o clamor dos brasileiros que foram às ruas no domingo (15/03), outros deputados, como o Major Vitor Hugo, estão preocupados em continuar trabalhando para o Brasil ter condições de superar os impactos sanitários, econômicos e sociais que ainda estão por vir com o coronavírus.

Especula-se que o Congresso Nacional irá ficar parado, temporariamente, e que não será possível realizar votações presenciais. Contudo, esse é um momento em que o Brasil precisa de respostas rápidas, tanto do Executivo, como do Legislativo e do Judiciário. 

Na era da informação e com dispositivos de alta tecnologia, é perfeitamente possível realizar as votações pela via remota, especialmente as mais urgentes. Como já destacou Paulo Guedes, "A Eletrobras precisava investir R$ 16,5 bilhões todo ano para manter a fatia de mercado, hoje ela tem capacidade máxima de R$ 3,5 bilhões. Ela está condenada à morte, é questão de tempo, vai desaparecer ou vira uma corporação", afirmou o Ministro da Economia.

Em momentos de pandemia e pânico, as instituições democráticas e os serviços essenciais não podem parar, o governo deve absorver parte das perdas econômicas, mas a capacidade de solvência é limitada. Agir em prol da economia é agir em prol do Brasil e do combate ao coronavírus. Parar o Congresso Nacional e não votar matérias como a privatização da Eletrobras é uma mensagem muito clara para os eleitores: os congressistas não se preocupam com a sociedade brasileira.

ronaldo.nobrega@justicaemfoco.com.br