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Estado de Nova York proíbe reconhecimento facial nas escolas

Vivaldo José Breternitz  - quarta, 06 de janeiro de 2021
 

Por Vivaldo José Breternitz

O uso de ferramentas de reconhecimento facial vem sendo combatido pelos danos que elas podem gerar, por exemplo, apontando um inocente como alguém procurado pela justiça.

A possibilidade de que erros ocorram, vem fazendo com que diversas esferas de governo estejam proibindo o uso da tecnologia por forças de segurança, onde erros desse tipo podem, em casos extremos, levar à morte de inocentes.

Agora, a proibição chega às salas de aula: o estado de Nova York proibiu temporariamente o uso de reconhecimento facial e outras tecnologias biométricas nas escolas até 1º de julho de 2022 ou até quando estudos conclusivos garantam que ferramentas desse tipo sejam seguras, não se tornando ameaças à privacidade por disponibilizarem informações pessoais para uso de terceiros e, principalmente, por identificarem pessoas erroneamente, o que é relativamente comum no caso de mulheres, crianças e pessoas não brancas.

Segundo a revista Forbes, o Office of Information Technology e o Education Department, órgãos responsáveis por Tecnologia da Informação e Educação no estado, serão os responsáveis por conduzir esses estudos, devendo estudantes e seus pais serem ouvidos.

A proibição foi definida em função de protestos surgidos após se tornar público que o distrito escolar de Lockport City, naquele estado, estava utilizando reconhecimento facial em todas as escolas que atendiam alunos das doze primeiras séries. O que se acredita agora é que outros governos passem a adotar a mesma postura.

De qualquer forma se espera que a tecnologia, por apresentar falhas em seu estado atual, não seja simplesmente abandonada, deixando a sociedade de ser beneficiada pelos aspectos positivos de seu uso, quando eliminadas essas falhas.

Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.