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Associação vai à Justiça para obrigar IPB a explicar afastamento de pastor da Igreja Presbiteriana do Lago Sul

Por Lúcia Guerra - quarta, 10 de fevereiro de 2021
 

Por Lúcia Guerra 

O Juiz da 1ª Vara Cível de Brasília do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Issamu Shinozaki Filho, acata a Interpelação Judicial promovida pela Associação de Membros e Fundadores da Igreja Presbiteriana do Lago Sul.

O portal, Justiça Em Foco, teve acesso à decisão. O magistrado determinou a notificação do presidente e membros da Comissão Executiva do PRBS (Presbitério Brasília Sul), para que se manifestem sobre supostas reuniões que afastou um pastor de suas atividades religiosas.

Conforme apurou o portal, o pastor foi afastado do cargo após permitir que um casal realizasse a liturgia com taças durante a comemoração do casamento.

O outro motivo pelo afastamento do pastor é ainda mais estarrecedor: Ele sofreu a punição após ter permitido uma mulher a fazer pregação na tribuna da igreja durante um seminário voltado para mulheres na própria Igreja Presbiteriana do Brasil do Lago Sul.

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Número do Processo: 0702594-39.2021.8.07.0001 (TJDFT)

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Associação dos Membros Efetivos/Fundadores da Igreja Presbiteriana do Lago Sul – IPLS (AMI) enviou, nesta sexta-feira (19/2), um comunicado oficial onde esclarece vários pontos da notícia divulgada.

Na nota, abaixo na íntegra, a AMI alerta que - o Estatuto da Igreja Presbiteriana do Lago Sul não prevê e nem permite o afastamento do Conselho da Igreja pelo Presbitério. Tal fato gerou exigência do Cartório e a recusa da primeira Ata 410, em 26 de fevereiro de 2020.

Confira abaixo a nota da AMI:

"AMI - Associação dos Membros Efetivos/Fundadores da Igreja Presbiteriana do Lago Sul – IPLS vem por meio desta nota esclarecer fatos divulgados sobre a Interpelação Judicial 0702594-39.2021.8.07.0001 interposta por membros da sua Diretoria contra o Presbitério Brasília Sul - PRBS e alguns de seus membros.

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que a AMI foi criada para DEFENDER a LIBERDADE de CULTO e DOUTRINA da Igreja Presbiteriana do Brasil e todos os seus termos e principalmente ASSEGURAR o RESPEITO e CUMPRIMENTO do seu ESTATUTO junto à Igreja Presbiteriana do Lago Sul.

A associação preza pela transparência, pelo Direito e pela ordem, por isso vem por meio dessa informar:

A referida interpelação foi interposta por membros da Diretoria da AMI para obter esclarecimentos a respeito de eventos, relacionados a uma reunião que teria ocorrido em 07 de dezembro de 2019 e cujo teor teria sido objeto de registro na Ata de nº 410, de 2019. Com relação ao assunto, observamos que havia várias questões que precisam ser clarificadas, sendo a mais grave delas o fato de que a narrativa dos eventos que teriam ocorrido na ocasião da citada reunião foi registrada em duplicidade. Em suma, o mesmo evento, foi registrado em duas Atas, que, apesar de terem o mesmo número, data e local, e se referirem à mesma reunião, traziam diferenças tanto em termos de texto, quanto das pessoas que dela teriam participado. Para completar o quadro, os signatários das Atas, bem como seus papéis na mencionada reunião, são diferentes entre si.

O Pastor que era representante legal da Igreja Presbiteriana do Lago Sul, até o registro da referida ata com efeitos retroativos, realmente foi afastado, juntamente com o Conselho da Igreja, provisória e ilegitimamente, em setembro de 2019 pelo Presbitério Brasília Sul pelos motivos elencados na matéria e o processo eclesiástico que delibera sobre o assunto ainda não foi julgado mesmo após 513 dias de seu afastamento. Configura-se a questão numa daquelas em que a promotoria, e os juízes são, de fato as mesmas pessoas. O próprio Presbitério reconheceu a ilegalidade do afastamento em 04.07.2020.

É importante destacar que o Estatuto da Igreja Presbiteriana do Lago Sul não prevê e nem permite o afastamento do Conselho da Igreja pelo Presbitério. Tal fato gerou exigência do Cartório e a recusa da primeira Ata 410, em 26 de fevereiro de 2020.

Considerando que o teor da segunda Ata 410, reconhecida em cartório em 07 de janeiro de 2021, após negativa da primeira versão, estaria concretizando a tomada efetiva de nossa Igreja pelo Presbitério a partir de um processo com mais de 120 páginas de nulidades, a interpelação judicial foi necessária para elucidar a aparente desconformidade da ata de representação legal da Igreja Presbiteriana do Lago Sul e fazer prova de eventual responsabilidade para posterior deliberação da AMI sobre as providências a serem tomadas, no âmbito eclesiástico e até na Justiça Cível e Criminal.

O processo da interpelação judicial é público, ou seja, não corre em sigilo de justiça. Qualquer um tem acesso ao seu conteúdo e atos produzidos, o que pode ser objeto de detida leitura por esse ou qualquer outro canal de comunicação.

Brasília 12 de fevereiro de 2021.

DIRETORIA AMI."