Educação

No contexto pandêmico, os estudantes de medicina são negligenciados pelo MEC

[email protected] - quarta, 28 de abril de 2021
 

Brasília - Os estudantes de medicina que vem enfrentando dificuldades financeiras - para pagar mensalmente (até 12 mil reais) no início da graduação. Entretanto, o Ministério da Saúde negligenciou essa questão e continuou a favorecer as instituições privadas de ensino superior.

A situação já foi amplamente denunciada desde o início da crise pelo presidente da Associação de Pais e Estudantes de Medicina do Estado da Bahia, Francisco José Calmon Bacelar. De acordo com ele, as Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e a Associação Nacional das Universidades Privadas (ANUP) são insistentes em interferir nas decisões do MEC, as quais prejudicam os alunos e familiares de estudantes.

Atualmente, os municípios do interior do Brasil são os que mais sofrem com a falta de médicos e mesmo passando por um grave problema de saúde pública, quando fica evidente a necessidade desses profissionais, nada foi feito pelo ministro da educação Milton Ribeiro para evitar a escassez médica no futuro.

Sendo assim, os estudantes de medicina e seus familiares são prejudicados por não haver mudanças nas regras abusivas das instituições - não poder trancar o curso mais de uma vez, por exemplo - e nem a mudança para um valor mais baixo das mensalidades durante o período de ensino a distância, situação que diminui gastos das universidades.