Poder Judiciário

Barroso sobre urna eletrônica: "voto impresso é um retrocesso"

[email protected] | TSE. - terça, 27 de julho de 2021
 

Em 2017, antes mesmo de assumir a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso já manifestava opinião a respeito da segurança da urna eletrônica e do retrocesso que seria a impressão do voto.  

Um vídeo, sem contexto e editado, tem circulado nas redes sociais insinuando que o atual presidente do TSE era a favor do voto impresso naquele ano. Essa afirmação é falsa.

Barroso sempre destacou que, no Brasil, uma das coisas que dão certo é o processo eletrônico de votação, e já afirmou que “na vida, a gente deve trabalhar para minimizar o risco de problemas, e não para aumentá-los”. Ele também declarou, desde aquela época, o sucesso do atual sistema e o bom desempenho das urnas eletrônicas.

Imagens de protótipo que não foi implementado

O comentário tirado de contexto foi feito durante a apresentação de um novo protótipo da urna eletrônica, em maio de 2017, quando Barroso e outros ministros do TSE manifestaram opiniões sobre o equipamento. Naquela ocasião, o ministro disse que o voto impresso é um retrocesso, mas ressaltou que a Justiça Eleitoral deveria se adequar e fazer o processo eleitoral sempre da melhor forma possível. 

O vídeo foi manipulado, uma vez que, na postagem original, feita pelo TSE em maio de 2017, fica claro que o ministro Barroso comentava sobre o novo design da urna eletrônica, que havia sido apresentado naquele ano para se adaptar às exigências da Lei nº 13.165/2015, que previa, entre outras coisas, a instalação de uma impressora acoplada à urna eletrônica. O modelo acabou não utilizado, pois, antes das eleições de 2018, o voto impresso foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

CEO Editor | Ronaldo Nóbrega

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