Poder Legislativo

Omar Aziz promete reavaliar quebra de sigilo da Brasil Paralelo

Por Catarina Torres | Edição: Ronaldo Nóbrega | - terça, 10 de agosto de 2021
 

Nesta terça-feira (10/8), o senador Jorginho Mello, na CPI da Covid, fez um apelo contra a quebra de sigilo bancário e telefônico da Brasil Paralelo, produtora de conteúdos culturais, solicitada por Renan Calheiros. “O mercado é muito volátil (...) quem está nesse mercado vive de credibilidade”, declarou o parlamentar.

Ontem, os presidentes da empresa, Henrique Viana, Lucas Ferrugem e Filipe Valerim, mostraram publicamente as origens e quantias de seu faturamento, detalhando sua receita em live no YouTube.

Após Jorginho argumentar contra a medida, o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, Senador Omar Aziz, ao se referir à Brasil Paralelo, disse: “Eu não conheço. Sinceramente, eu não sei”. Entretanto, na terça-feira passada, Aziz estava presente na discussão para votar se o sigilo, solicitado no requerimento 1228/2021, seria mantido. Inclusive, foi quem decidiu que a votação sobre a matéria seria feita em bloco, após minutos de debate sobre a postura da empresa na pandemia. Ainda assim, Aziz prometeu reavaliar a questão com outros senadores.

Na fonte de receitas da Brasil Paralelo, a venda de produtos e serviços (assinaturas para acesso a filmes e cursos, principalmente) representa 97,2% do total. Em junho do ano passado, produziram o documentário “7 Denúncias: Consequências do Caso Covid-19”, que denuncia abusos do poder público e corrupção durante a pandemia – mesmo objeto de investigação da CPI.

A empresa tentou barrar a medida com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, porém o ministro Gilmar Mendes apenas reduziu a abrangência da decisão: o sigilo quebrado não será mais de 2018 até o momento atual (como pediu Renan Calheiros), mas a partir de março de 2020, quando foi declarado estado de emergência sanitária.