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Por que Guilherme Campelo é pré-candidato a presidente da OAB-DF?

[email protected] | - terça, 12 de outubro de 2021
 

Por Ronaldo Nóbrega

Candidatar-se a um cargo [Seccional da OAB] requer, primeiro, coragem para ‘pôr a cara a tapa’. Em segundo lugar, o interesse surge do ímpeto de mudar o que está não está dando certo. Logo em seguida, pondera-se os riscos e se calcula como isso pode afetar sua imagem ou mesmo sua carreira. Em quarto lugar, inicia-se a fase de levantar os recursos necessários, tanto materiais, quanto humanos. Formado o time, é acreditar no propósito e dar o melhor de si.

Basicamente foi esse o passo a passo que levou Guilherme Campelo a competir pela Presidência da OAB-DF. A vontade de mudar sempre parte de uma perturbação do status quo, pandemia gerada pela covid-19 mexeu com todas as instituições e pessoas do mundo. No Brasil e na OAB-DF, não foi diferente.

Uma administração que já estava capenga, burocrática e gastona nada fez para acudir os profissionais que mais necessitaram de ajuda durante a época mais caótica da pandemia. A gota d’água veio em forma de cobrança, um boleto escrito ‘mensalidade OAB-DF’ não diferenciou advogados iniciantes dos experientes, não diferenciou mães de família de grandes escritórios, foi apenas uma cobrança.

Tentando amenizar os impactos econômicos da pandemia, mas sem discriminar ninguém, Guilherme Campelo propôs aos atuais dirigentes da OAB-DF que concedessem um desconto, ou mesmo isentassem todos os advogados e advogadas durante o pior ano da pandemia (2020).

Esse pedido não só foi ignorado pela OAB-DF, mas também foi motivo de retaliação. Protocolado por Guilherme Campelo, seguindo todo o rigor demandado, o pedido de isenção da anuidade ficou engavetado durante um ano inteiro e, posteriormente, foi indeferido.

Na resposta, dada pelo atual tesoureiro, nota-se o desdém e a falta de empatia da atual gestão: “Conclui-se, assim, que o "pedido" do Requerente não se adequa aos ditames legais, refletindo apenas ideias politiqueiras que se distanciam da realidade”. (grifo nosso).

Além de desconsiderar uma ação que poderia gerar inúmeros benefícios aos advogados legalmente inscritos na OAB-DF, houve uma acusação de que Guilherme Campelo estaria fazendo palanque com essa ideia.

Pois bem, a decisão final veio daí, a administração de Délio Lins, candidato à reeleição, tenta abafar seus adversários políticos por meio da intimidação, mas sem sucesso. Em meio a uma gestão atabalhoada, lenta e burocrática que não deu o mínimo suporte aos advogados em tempos de pandemia, Délio Lins ordena a seus subordinados que ignorem ou rechacem qualquer tipo de ameaça.

Foi exatamente isso que fez seu tesoureiro demonstrando seu modus operandi para lidar com problemas dessa magnitude. Demonstrou também que se sente ameaçado por Guilherme Campelo que vem crescendo vertiginosamente nas pesquisas. Em resumo, a vontade de fazer mais com menos, tirou Guilherme Campelo da inércia de assistir a maus dirigentes e o fez candidatar-se para formar uma chapa com advogadas e advogados que buscam atuar de maneira mais humanizada na OAB-DF.

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