OAB & CIA

Campelo, candidato de oposição à presidência da OAB-DF, diz “Não dependo da política e não tenho conchavos políticos. Minha luta é pelo advogado”

[email protected] - sábado, 20 de novembro de 2021
 

A recente pré-filiação partidária de Felipe Santa Cruz (presidente do Conselho Federal da OAB) ao PSD engendrou discussões a respeito do partidarismo na Ordem.

Os advogados notam, cada vez mais, a falta de lisura política na condução de sua entidade classe. Em junho entrevistamos o advogado, Leonardo Rangel, que descreveu o comportamento atual de Cruz: “Há mais de uma década, vemos presidentes assumindo o cargo para ter facilidades em candidaturas políticas posteriormente.”

Enquanto isso, a defesa das prerrogativas dos advogados fica para segundo plano e os profissionais sabem que estão desamparados, já que o interesse da OAB está desviado.

Na seccional do Distrito Federal, a situação é a mesma, recentemente ilustrada pela entrada de Ibaneis Rocha na política, o qual já presidiu a OAB-DF. Guilherme Campelo, candidato à presidência da seccional, afirma: “Eu quero mudar essa situação. Não dependo da política e não tenho conchavos políticos. Minha luta é pelo advogado.”

As eleições no DF acontecerão dia 21 de novembro, amanhã, domingo, e contam com Guilherme Campelo, Evandro Pertence, Thaís Riedel* e Renata Amaral na tentativa de vencer o atual presidente Délio Lins e Silva Junior.

Em tempo: Ontem (sexta 19/11) o Conselho Federal suspendeu por liminar o registro da chapa da *Thaís Riedel. O conselheiro federal da Ordem Duilio Piato Júnior, do Mato Grosso, manda que a Comissão Eleitoral do DF avalie se 15 candidatos da chapa da advogada são negros ou pardos, como eles se autodeclararam.