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Facilitadores da Justiça Restaurativa participam de evento

TJMS | [email protected] - terça, 21 de dezembro de 2021
 

Terminou quarta-feira (15.dez.2021), o 1º Seminário Estadual das Coordenadorias Regionais de Educação de MS, com a participação de mais de 180 pessoas, entre professores e técnicos. Em três dias de trabalho, os participantes discutiram temas de interesse da categoria.

E os facilitadores do Programa Justiça Restaurativa, da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justuça, foram convidados para realizar uma roda de conversa para acolhimento aos participantes no primeiro dia do evento, no modelo Círculo de Diálogo, como realizado nas escolas. 

Ressalte-se que as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) atuam como sucursais da Secretaria de Estado de Educação nos municípios do interior e objetivam aproximar a Secretaria das unidades escolares das localidades, em um modelo descentralizado. Ao todo são 12 CREs, em municípios-pólo estratégicos, com equipes integradas por técnicos e professores responsáveis por orientar as escolas nas mais diversas questões relativas a estudantes, professores, gestores, matrículas, lotação, programas vinculados à SED, entre outros. 

Assim, os participantes tiveram a oportunidade de conversar em um espaço de não-julgamento, refletindo sobre os valores que os guiaram em 2021, os desafios enfrentados e os motivos e vitórias para agradecer. A atividade foi considerada proveitosa por todos, proporcionando conexão e partilha de sentimentos. 

Na verdade, esta foi uma oportunidade para os facilitadores da Justiça Restaurativa na Escola finalizarem o ano de 2021 expandindo o programa e levando acolhimento àqueles que têm a possibilidade de participar dos círculos.

Saiba mais – A prática restaurativa baseia-se na compreensão de que restaurar um relacionamento fará com que ambas as partes sintam que há equidade e respeito mútuo no convívio, buscando assegurar um futuro de bem-estar das partes e da comunidade como um todo.

Desse modo, a Justiça Restaurativa é uma oportunidade de transformar conflitos e violências na aprendizagem de valores humanos e de promoção de cultura da paz. Tanto os diálogos restaurativos como os círculos possibilitam entender as necessidades da vítima e do infrator, o que faltou na sua vida quando houve o conflito e o que pode ser feito para que ele não reincida na violência.

Ressalte-se que a abordagem dialógica da Justiça Restaurativa não mede o resultado pelo acordo, mas a satisfação das necessidades das partes, a ideia de que o mais importante é ressignificar a experiência negativa e não a formalização simplesmente de um acordo que recompense.