
A rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal evidenciou um revés político para o governo Luiz Inácio Lula da Silva e ampliou a tensão na relação do Palácio do Planalto com o comando do Senado. A informação sobre o desgaste prévio e a falha de articulação foi revelada pela Coluna Política.
Messias foi rejeitado por 42 votos contra 34, em votação secreta no plenário do Senado Federal. Para ser aprovado, precisava de ao menos 41 votos entre os 81 senadores. Antes, havia recebido aval da Comissão de Constituição e Justiça por 16 votos a 11.
Segundo apurou a Coluna Política, o Planalto anunciou o nome de Messias sem consolidar previamente um entendimento com o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre, responsável por conduzir a tramitação da indicação.
Nos bastidores, parlamentares afirmaram que a derrota não se limitou ao perfil do indicado. O resultado refletiu insatisfações acumuladas com a articulação política do governo e a percepção de que o Executivo tentou avançar sem construir maioria para uma nomeação estratégica.
A votação secreta foi lida por senadores como instrumento de afirmação institucional da Casa diante do Planalto. Sem exposição pública, houve espaço para divergências e para um recado político direto ao governo.
Com a rejeição, Lula terá de apresentar um novo nome para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Nos bastidores, a avaliação é que a próxima indicação dependerá menos de surpresa e mais de negociação.
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