
Estou acompanhando os movimentos envolvendo Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Nikolas, Michelle e Tarcísio, e o cenário é claro: há uma disputa de protagonismo sem alinhamento estratégico. Quando várias lideranças tentam assumir o leme ao mesmo tempo, o barco gira em círculo. Política sem direção vira ruído.
Os filhos de Bolsonaro sempre protagonizaram crises, antes e agora. Muito confronto, pouca coordenação.
Em vários estudos que a Ativaweb já realizou, os dados mostram que Nikolas, Michelle e Tarcísio apresentam hoje maior envolvimento com a base, maior capacidade de articulação e leitura de liderança do que os próprios filhos de Bolsonaro. Conseguem dialogar além do núcleo mais ideológico e ampliam o campo de influência de forma mais estruturada.
Como sempre digo: mobilização sem estratégia é só energia desperdiçada.
Vale lembrar que a direita nunca consolidou uma liderança orgânica e estável. Operou muito mais por ondas de mobilização do que por estrutura política consistente. A eleição de São Paulo, com a tensão envolvendo Pablo Marçal e outros nomes, deixou evidente essa fragmentação.
Sem coordenação, não há projeto.
Sem projeto, não há rumo.
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