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Espaço do Chairman
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Ronaldo Nóbrega é jornalista e memorialista. Escreve sobre o Judiciário, o Legislativo, tecnologia, economia e temas de interesse público. É Chairman do Grupo de Comunicação Justiça em Foco, atuou por 12 anos como consulente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi autor da Consulta nº 1.185/2005, que impulsionou o debate sobre o fim da verticalização partidária, posteriormente consolidado pela Emenda Constitucional nº 52/2006.

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Brasil e EUA voltam à mesa com tarifas, data centers e pragmatismo

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Ronaldo Nóbrega 31 de agosto de 2026
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O governo Lula decidiu que, diante de Donald Trump, a melhor política é continuar conversando.

Nesta segunda-feira (31.8.2026), o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa (foto), reúne-se com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Na mesa estarão barreiras tarifárias e não tarifárias, justamente quando Washington mantém uma tarifa de 25% sobre exportações brasileiras.

Geraldo Alckmin deixou claro que Brasília pretende ampliar a conversa. O vice-presidente disse que o Redata, regime especial de tributação para data centers, também deverá aparecer no encontro. A razão é simples: os americanos têm interesse no setor e o governo brasileiro enxerga potencial de investimentos que pode chegar a R$ 1 trilhão.

O Brasil dispõe de energia renovável e, em determinadas regiões, até de excedentes. É um ativo que o governo tenta converter em argumento econômico.

A orientação de Lula é não abandonar a mesa de negociação. Faz sentido. Guerra comercial costuma produzir discursos fortes e contas ainda mais fortes.

Alckmin ainda aproveitou o evento do BTG Pactual para entrar em outro debate: a redução da jornada de trabalho. Para ele, automação, tecnologia e inteligência artificial empurram o mundo naturalmente para jornadas menores.

Em outras palavras: enquanto Brasília negocia tarifas com Washington, começa também a discutir como será o trabalho num mundo em que máquinas produzem cada vez mais e seres humanos, ao menos em tese, precisarão trabalhar menos.