
Ronaldo Nóbrega é jornalista e memorialista. Escreve sobre o Judiciário, o Legislativo, tecnologia, economia e temas de interesse público. É Chairman do Grupo de Comunicação Justiça em Foco, atuou por 12 anos como consulente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi autor da Consulta nº 1.185/2005, que impulsionou o debate sobre o fim da verticalização partidária, posteriormente consolidado pela Emenda Constitucional nº 52/2006.
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, entrou no debate sobre o caso Master com uma frase que sintetiza o centro da controvérsia: “A publicidade é a regra da República”.
Ao elogiar a iniciativa do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, de pedir o levantamento do sigilo das investigações, Messias transformou a transparência em uma cobrança institucional.
O argumento é direto. Se o caso envolve autoridades, instituições e interesses relevantes, a sociedade precisa conhecer os fatos de forma ampla, sem “recortes, versões ou seletividades”.
Messias também destacou a posição do presidente Lula em favor de maior transparência nas investigações.
O ponto político da manifestação está no trecho final: “Em questões de Estado, a verdade não deve escolher nomes, lados ou conveniências”.
Em outras palavras, transparência que escolhe alvo deixa de ser transparência.
O caso Master, portanto, passa a carregar também uma discussão sobre a própria credibilidade das instituições. Quanto mais sensível a investigação, maior a necessidade de regras claras, tratamento igual e informação pública.
A publicidade pode não resolver a crise. Mas, numa República, o segredo excessivo quase sempre a agrava.
A manifestação foi publicada em 11 de setembro de 2026, em seu perfil privado no Instagram.
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