
Ronaldo Nóbrega é jornalista e memorialista. Escreve sobre o Judiciário, o Legislativo, tecnologia, economia e temas de interesse público. É Chairman do Grupo de Comunicação Justiça em Foco, atuou por 12 anos como consulente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi autor da Consulta nº 1.185/2005, que impulsionou o debate sobre o fim da verticalização partidária, posteriormente consolidado pela Emenda Constitucional nº 52/2006.
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A ministra Maria Marluce Caldas e o ministro Carlos Pires Brandão completaram um ano no Superior Tribunal de Justiça com espaço já consolidado na área criminal da Corte.
Os dois tomaram posse em 4 de setembro de 2025 e hoje integram a Terceira Seção. Marluce está na Quinta Turma, enquanto Brandão preside a Sexta Turma.
Nesse primeiro ano, os dois já deixaram digitais em julgamentos relevantes.
A ministra foi relatora do repetitivo em que a Terceira Seção reconheceu a possibilidade de aplicação de percentuais distintos a cada condenação para a progressão de regime, observada a legislação penal mais favorável.
O ministro, por sua vez, relatou decisão da Sexta Turma que afastou prisão preventiva até a realização de perícia sobre prints de WhatsApp usados como prova, diante de dúvidas sobre a integridade e autenticidade do material digital.
As trajetórias que os levaram ao STJ são distintas. Marluce Caldas construiu quase quatro décadas de carreira no Ministério Público de Alagoas, com forte atuação criminal e em direitos humanos. Brandão chegou à Corte depois de uma carreira na magistratura federal e no TRF da 1ª Região, além de longa atuação acadêmica.
Um ano depois da posse, ambos ocupam posições estratégicas justamente numa das áreas mais sensíveis do STJ: a definição dos rumos da jurisprudência penal brasileira.
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