
Ronaldo Nóbrega é jornalista e memorialista. Escreve sobre o Judiciário, o Legislativo, tecnologia, economia e temas de interesse público. É Chairman do Grupo de Comunicação Justiça em Foco, atuou por 12 anos como consulente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi autor da Consulta nº 1.185/2005, que impulsionou o debate sobre o fim da verticalização partidária, posteriormente consolidado pela Emenda Constitucional nº 52/2006.
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A CVM resolveu fugir da velha mania de decretar que toda tecnologia nova precisa enterrar a anterior.
O presidente da autarquia, Otto Lobo (foto), afirmou que as estruturas tradicionais do mercado de capitais poderão funcionar ao lado das baseadas em DLT. A ideia é testar emissão e negociação de ativos tokenizados antes de qualquer transformação mais ampla.
“Vamos ter dois trilhos funcionando ao mesmo tempo”, resumiu Lobo.
É uma dose de pragmatismo num mercado frequentemente apaixonado pela novidade. A tecnologia muda. Para o investidor, porém, as perguntas continuam antigas: qual é o risco, quem responde pela operação e onde está o dinheiro.
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