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Gilmar Mendes alerta para politização no TSE e cobra atuação apartidária

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Ronaldo Nóbrega
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste sábado (19.set.2026), em publicação na rede X, que a Justiça Eleitoral enfrenta novos desafios para preservar a legitimidade das eleições de 2026 e fez um alerta direto contra a politização interna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Gilmar Mendes iniciou a manifestação destacando a presença nacional da Justiça Eleitoral e a credibilidade do sistema eletrônico de votação. O processo eleitoral brasileiro dispõe de diferentes mecanismos de fiscalização e auditoria, incluindo inspeção de códigos-fonte, verificação de boletins de urna, assinaturas digitais e testes de integridade. 

Para o ministro, porém, o avanço tecnológico abriu uma nova frente de preocupação. Ele citou o uso de inteligência artificial para produzir vídeos, áudios e imagens capazes de enganar eleitores e interferir na disputa. As regras eleitorais de 2026 exigem identificação de determinados conteúdos sintéticos produzidos por IA e estabelecem restrições adicionais para esse tipo de material. 

Gilmar Mendes mencionou ainda um teste realizado por pesquisadores da organização Ekō, divulgado pela imprensa, no qual 13 de 15 anúncios políticos falsos produzidos com ferramentas de IA foram inicialmente aprovados pelos mecanismos de análise da Meta. As peças não chegaram a ser exibidas aos usuários. A empresa afirmou que os anúncios foram detectados antes da publicação. 

Outro ponto levantado pelo ministro foi o risco de interferência estrangeira. Gilmar fez referência a reportagem sobre relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que classificou como crítico o risco de influência e interferência externa dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. O documento, segundo a reportagem, foi encaminhado à Presidência, ao TSE e ao Ministério da Justiça.

Mas foi ao tratar da própria Justiça Eleitoral que Gilmar endureceu o discurso. Segundo ele, um risco ainda mais grave seria a politização “que vem de dentro”. O ministro afirmou que integrantes que tentem envolver o Tribunal em proselitismo partidário deveriam avaliar se possuem condições de permanecer na função. Também defendeu que partidos e Ministério Público Eleitoral acompanhem eventuais situações de suspeição. Gilmar não indicou, na publicação, qual integrante específico estaria enquadrado nessa crítica. 

O ministro defendeu uma atuação “imparcial e apartidária” do TSE e afirmou ainda que o STF continuará exercendo, segundo suas palavras, uma função de supervisão, atuando quando considerar necessário para preservar seus precedentes e a Constituição.

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