
Advogado afirma não ter sido indiciado nem ser réu nas investigações mencionadas e cobra fundamentação individualizada para medida que o afasta da profissão por 90 dias
O advogado Nelson Wilians reagiu (17.out.2026) à suspensão de seu exercício profissional por 90 dias pela OAB de São Paulo com uma cobrança: investigações e exposição na imprensa não podem substituir provas nem afastar o respeito ao direito de defesa. Em vídeo publicado nas redes sociais, anunciou que contestará a decisão e invocou a presunção de inocência.
“Recebo com profunda indignação a decisão da OAB São Paulo de suspender meu exercício profissional por 90 dias em razão de operações policiais e de sua repercussão midiática”, declarou.
Wilians afirma que não foi indiciado nas investigações mencionadas e que tampouco é réu em processos delas decorrentes. Para ele, faltam fatos concretos que justifiquem o afastamento.
“A existência de investigações, por si só, não autoriza a presunção de culpa”, disse.
A manifestação concentra sua crítica nos fundamentos da suspensão. Na avaliação do advogado, uma decisão com impacto direto sobre sua atividade profissional exige justificativa completa e individualizada, além da observância das garantias de defesa.
“A mera repercussão pública de uma investigação não pode substituir a análise criteriosa dos fatos e das provas”, afirmou.
Ao dirigir sua cobrança à Ordem, Wilians reconheceu o dever da instituição de apurar eventuais infrações. Sustentou, porém, que essa responsabilidade também exige proteger o exercício regular da advocacia e impedir que acusações divulgadas pela imprensa recebam tratamento de condenações antecipadas.
O advogado ressaltou que não reivindica privilégio, mas o respeito às garantias asseguradas a qualquer cidadão e a qualquer profissional da advocacia.
Sua defesa, anunciou, adotará todas as medidas cabíveis para contestar a suspensão. Wilians também reafirmou o compromisso com o esclarecimento dos fatos e com a demonstração da regularidade de sua atuação.